Melânia não parece ser do tipo que costuma falar com estranhos, mas não se incomodou quando interrompemos seu trabalho, solicitando uns minutos de conversa. Ainda com o facão na mão, um pedaço de ferro oxidado com o qual podava pés de cacau, sentou-se sob a sombra de sua casa, entre sabugos de milho, pintinhos cantantes e baldes d'água. O cheiro, na maior parte do tempo, era de terra. As raras bocanadas de vento daquele sábado ensolarado, porém, vinham sempre acompanhadas de uma fragrância química e enjoativa. Era exatamente aquele o tema da conversa....
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